quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ely do Amparo

























Ely do Amparo, nascido a 14 de maio de 1921 em Paracambi-RJ, falecido a 9 de março de 1991 no Rio de Janeiro-RJ, foi um dos maiores médios do futebol brasileiro nas décadas de 40 e 50.

Em 1955, após uma brilhante carreira no Sudeste do país e longa passagem pela Seleção Brasileira, Ely desembarcava em Recife, para vestir o manto rubro-negro.

O craque, já com 34 anos, tinha em sua bagagem a experiência de ter ido a duas Copas do Mundo (1950 e 1954) e ter conquistado os títulos do Sul-Americano de 1949 (atual Copa América) e do Pan-Americano de 1952 (uma espécie de Copa América de todas as Américas) pela Seleção.

Chegou ao Sport por meio do técnico pernambucano Gentil Cardoso, que tinha sido contratado por uma fortuna no Sudeste, com o objetivo de conquistar o Campeonato Pernambucano de 1955, título do Cinquentenário do Sport, grande desejo do então presidente Adelmar Costa Carvalho (que atualmente dá nome ao nosso estádio).

Ely do Amparo estreou no Sport em 7 de agosto de 1955, num clássico contra o Santa Cruz, na Ilha do Retiro. Aquela partida, que valia pelo Campeonato Pernambucano daquele ano, terminou em empate: 1x1.

Durante toda campanha do estadual, Ely foi figura fundamental no time do Sport. Levou o time às finais, juntamente com Osvaldo Baliza, goleiro que já tinha passagem pela Seleção, e a famosa linha de ataque Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo.

Nas três finais do campeonato, contra o Náutico, foi quando Ely do Amparo viveu seus grandes momentos de glória no Leão. 

Na segunda partida da "melhor de três", nos Aflitos, uma disputa com um jogador alvirrubro resultou num profundo corte no supercílio do craque. Contrariando a ordem médica, Ely permaneceu em campo, e esquivou-se das posteriores tentativas dos jogadores do Náutico em acertá-lo no local ferido. O jogo terminou em 0X0.

Por sorteio, os Aflitos foi escolhido como o palco da última partida da "melhor de três". O Sport jogaria pelo empate para ser campeão. 

Mesmo sem a cura do ferimento, Ely foi à grande decisão, com a proteção de uma faixa na cabeça. No decorrer da partida, quando o placar estava em 1x1, o médio do Sport foi outra vez acertado no mesmo local do ferimento pelo mesmo jogador alvirrubro que o fizera na partida anterior. Ely saiu de campo com a testa sangrando. O Náutico aproveitou-se da desvantagem numérica do rubro-negro e desempatou: 2x1.

Antes de voltar à partida, Ely falou ao médico: "Vamos ganhar este jogo. Essa será minha melhor vingança pelo que me fizeram". Após seu retorno, o guerreiro rubro-negro, com a camisa encharcada de sangue, não deixou passar mais nada; até quando a bola vinha por cima, ele cortava com a cabeça, ensopando a faixa com sangue. O espírito de Ely contagiou o resto da equipe, que logo empatou a partida novamente, através de Traçaia.

O empate já era suficiente para o título rubro-negro, mas não para Ely. No finalzinho da partida, o craque roubou a bola de um alvirrubro, partiu rapidamente para o campo de ataque e acertou um magnífico passe para Naninho. Bastou ao atacante tocar na saída do goleiro adversário para marcar o gol da vitória: Sport 3 a 2. Foi dessa forma que Ely do Amparo tornou-se campeão do Cinquentenário do Sport.

No ano seguinte, Ely continuou no Sport, mas por pouco tempo. Sequer jogou o Campeonato Pernambucano de 56. Retornaria ao clube apenas em 1969, mas, desta vez, no cargo de treinador.

Apesar da pequena passagem pelo clube, Ely do Amparo é lembrado até hoje por ter encarnado o verdadeiro espírito rubro-negro naquelas decisões de 55, algo então inesperado de um jogador que já era consagrado no futebol nacional.


domingo, 24 de julho de 2011

Nação Sport e Nação Celeste

Nem é necessário me alongar sobre o bom momento que vive a Seleção Uruguaia. Os últimos acontecimentos deixaram evidente que estamos vivenciando um ressurgimento da velha potência futebolística.

A Celeste que, antes mesmo de existir Copa do Mundo, já tinha sido bicampeã olímpica, honra que a Canarinho sequer alcançou até hoje.

A Celeste que conquistou duas Copas do Mundo, enquanto grandes seleções europeias, como Inglaterra, França e Espanha, só possuem uma.

A Celeste que acabou de se tornar a maior campeã das Américas, com 15 títulos, ultrapassando a Albiceleste.

Quem está por trás destas glórias?

Uma nação com 3.4 milhões de habitantes que simplesmente respira futebol. 

A Nação Celeste.

Nação tão populosa quanto a nossa nação em expansão, a Nação Sport Club do Recife, que, segundo a última pesquisa do IBOPE, conta com 3.3 milhões de aficionados.

Isto me faz refletir sobre o nosso potencial, o quão longe ainda podemos chegar.

Reflitam também.

Tenho a convicção que esta nação pode construir um Sport gigante, ainda mais vitorioso que o Sport atual.

Que o futebol uruguaio nos sirva de exemplo. Que a Celeste nos sirva de inspiração.

A nação de Ademir, Manga e Vavá pode sim aprender com a nação de Nasazzi, Schiaffino e Forlán. Por que não?

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Projeto Wikipedia

No intuito de disseminar a história do Sport muito além das fronteiras deste blog, decidimos lançar mão de uma poderosa ferramenta da Internet: a Wikipedia.

Acreditamos que, apesar de já possuirem diversas informações valiosas, os verbetes da enciclopédia virtual relacionados ao Sport ainda podem ser melhorados.

Desse modo, a partir de hoje, o blog prestará colaborações nos verbetes rubro-negros da Wikipedia. 

Sempre que em nossos textos aparecerem informações históricas não publicadas na Wikipedia, tentaremos incluir este novo conteúdo na enciclopédia.

Já podem ser observadas algumas inserções nossas nos verbetes em português e em outros idiomas (inglês, espanhol, italiano e francês) de Ademir Menezes (em pt, aqui) e Manga (em pt, aqui).

Aproveitem!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Taça Brasil de 1962



Alemão, o canhão da Ilha, e Pelé
Em 1961, após a conquista do Campeonato Pernambucano, o Sport garantiu sua vaga na Taça Brasil do ano seguinte. Seria sua segunda participação na competição, pois já havia se apresentado na Taça Brasil de 1959, primeira edição do torneio nacional. 

O Sport, comandado pelo técnico Palmeira, estreou na Taça Brasil de 1962 na condição de finalista do Grupo Norte, devido a maior importância do campeão pernambucano em relação às equipes adversárias. Saiu como vencedor do grupo ao despachar o Ceará, que já havia eliminado o River e o Paysandu. 

Conquistou também a Copa Norte, fase seguinte da competição, que era disputada entre os vencedores do Grupo Norte e Nordeste. A vítima desta vez foi o Campinense, que havia vencido o Grupo Nordeste desclassificando o ABC, o CRB e o Bahia. 

A conquista da Copa Norte possibilitou ao Sport a disputa da semifinal da Taça Brasil de 1962, primeira semifinal nacional da história do clube. Porém, o rubro-negro sucumbiu diante de um adversário respeitável: o Santos de Pelé.  

Apesar disso, a boa campanha do Sport rendeu-lhe um convite para a disputa do Torneio de Nova York de 1963. Seria a primeira participação do rubro-negro em uma competição internacional.

Adelmo, artilheiro do
Sport na Taça Brasil
de 1962

Time-base do Sport na Taça Brasil de 1962:

Dirceu; Nelson e Alemão; Leduar, Tomires e Nenzinho; Lanzoninho, Djalma Freitas, AdelmoRaúl Bentancor e Elcy. Técnico: Palmeira.

Outros titulares:
Bria e Laxixa.


Campanha:

Finais do Grupo Norte - Oitavas de final da Taça Brasil

Lanzoninho carrega torcedor
na comemoração da conquista
da Copa Norte
Sport 2x0 Ceará (Ilha do Retiro, 12 out 62)
Gols do Sport: Adelmo e Elcy

Ceará 1x1 Sport (PV, 17 out 62)

Finais da Copa Norte - Quartas de final da Taça Brasil

Campinense 0x0 Sport (Plínio Lemos, 20 nov 62)
GdS: -

Sport 3x0 Campinense (Ilha do Retiro, 24 nov 62)
GdS: Adelmo (3)

Semifinais da Taça Brasil

Sport 1x1 Santos (Ilha do Retiro, 12 jan 63)
GdS: Adelmo

Santos 4x0 Sport (Pacaembu, 16 jan 63)
GdS: -


*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Manga

























Anteriormente, apresentamos, na série Jogadores Históricos, o maior artilheiro da história do Sport, o maior craque que vestiu a camisa rubro-negra e o melhor jogador da história do Sport.

Ainda no campo dos maiores e melhores, daremos continuidade a série com aquele que, na minha opinião, foi, sem o sentido de estatura, o maior goleiro que defendeu as metas rubro-negras: Manga.

Campeão pernambucano
juvenil sem tomar gols
Haílton Corrêa de Arruda, recifense, nascido a 26 de abril de 1937, data fixada em sua homenagem como o Dia do Goleiro, é considerado um dos mais importantes goleiros da história do futebol brasileiro.

O lendário goleiro que jogava sem luvas brilhou desde as categorias de base do Sport: foi campeão pernambucano juvenil de 1954 sem sequer tomar golsEsta façanha chamou a atenção do técnico Gentil Cardoso, que logo cuidou de promover o jovem e talentoso arqueiro para o profissional do clube.

Em 1955, aos 18 anos, estreou na equipe principal do Leão, em um amistoso contra o Náutico, na Ilha do Retiro, substituindo o goleiro Carijó durante a partida. Foi pé-quente: o clássico terminou em vitória do Sport por 5x2.

Somente em 1956, defenderia a trave rubro-negra pela segunda vez, novamente substituindo o goleiro Carijó, em uma partida amistosa contra o Fluminense de Feira na Ilha.

Apenas durante a Excursão à Europa e ao Oriente Médio de 1957 que Manga começou a se firmar como goleiro titular do Sport. Nos jogos em terras estrangeiras, revezou a titularidade com outros dois grandes goleiros: Carijó e Osvaldo Baliza (que já tinha passado pela Seleção Brasileira). Após as boas apresentações na excursão, tornou-se titular absoluto, status que perduraria até sua saída do clube.

No ano seguinte, conquistou sua primeira e única competição como titular rubro-negro: o Campeonato Pernambucano. O time campeão de 1958 era comandado pelo argentino Dante Bianchi e tinha em sua formação outros craques, como o uruguaio Walter Morel e os artilheiros Traçaia e Pacoti.


Já em 1959, Manga se despediria da Ilha do Retiro. Em sua última partida pelo Sport, contra o Ferroviário pelo Pernambucano, até gol marcou. Depois, partiu para o Sudeste. Sequer deu tempo de defender as cores rubro-negras na Taça Brasil daquele ano.

No Sul e Sudeste, Manga conquistou títulos importantes, como a Taça Brasil de  1968 e os Campeonatos Brasileiros de 1975 e 1976. Foi premiado com a Bola de Prata Placar nos anos de 1976 e 1978. Pelo Nacional do Uruguai, foi tetracampeão uruguaio (1969-1972), campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes de 1971. Foi ainda campeão equatoriano pelo Barcelona de Guayaquil em 1981, aos 44 anos de idade.

Por fim, pela Seleção Brasileira, Manga jogou em 16 oportunidades, entre 1965 e 1967. O seu ápice na Canarinho foi a participação na Copa do Mundo de 1966.

*Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.


Reportagem do competente André Gallindo sobre o grande Manga:


quinta-feira, 14 de julho de 2011

Prioridade das Competições - Parte 3





















Então, quais são os títulos importantes pelos quais  o Sport tem condições de lutar hoje? A resposta é simples: Copa do Brasil e Copa Sul-Americana

Na minha opinião, estas são as duas competições prioritárias para o Sport quando a questão é ganhar títulos.

A Copa do Brasil é uma competição com a cara do Sport. Sabemos como ganhá-la e os benefícios que ela pode trazer. Além do título de 2008, temos ainda outras três respeitáveis campanhas: um vice (1989) e duas semifinais (1992 e 2003).

Mas quando o assunto é Copa do Brasil, uma coisa me incomoda: a pouca regularidade do clube. Se excluirmos nossas quatro grandes campanhas (1989, 1992, 2003 e 2008), veremos que só chegamos às quartas-de-final uma única vez (1998). É pouco para o Sport.

O Sport tem que se acostumar a sempre chegar longe nesta competição. Ganhar uma Copa do Brasil em quatro anos é maravilhoso, mas ainda melhor seria se, além do título, chegássemos a uma semifinal e duas quartas.

Para minimizar isto, proponho que, no primeiro semestre, a Copa do Brasil seja considerada soberana (salvo os anos de Libertadores, claro). Se há jogo da Copa do Brasil, não importa contra qual adversário for, o foco na partida é total. Não jogaríamos com o time principal em outro jogo de outra competição na mesma semana. Este é o pensamento.

A Copa Sul-Americana é uma competição com o mesmo espírito da Copa do Brasil.  Diferencia-se desta apenas pelo nível de dificuldade um pouco mais elevado (o Goiás nos mostrou) e por  proporcionar muito mais status a seus vencedores.

Incrivelmente, nunca participamos desta competição. Muito devido àquela que considero a pior fase da história do clube (2001-2005), e também a outros deslizes posteriores.

O Sport tem que disputar a Sul-Americana todos os anos (com exceção dos anos de Libertadores). É a competição que devemos olhar como oportunidade de título no segundo semestre, obviamente dividindo prioridade com a Série A. 

Não apenas o título, pois boas campanhas na Copa proporcionam uma valiosa exposição do clube em nosso continente. O Sport precisa, de uma vez por todas, se apresentar para a América do Sul.

Nunca é demais lembrar que os títulos da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana rendem uma vaga na Libertadores. E sobre anos de Libertadores para o Sport, não tem muito o que se falar: colocamos o time para jogar de dourado e gozamos desses melhores momentos de nossa história.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Sport 1x1 West Ham (1963)
















26 de junho de 1963. Foi o dia em que o Sport enfrentou o lendário Bobby MooreEste fato se deu em uma partida entre Sport e West Ham pelo Torneio de Nova York daquele ano.

Para quem não o conhece, o zagueiro Bobby Moore é somente um dos maiores craques da história do futebol mundial. Sempre é lembrado nas Seleções de Todos os Tempos por várias entidades do esporte bretão, invariavelmente estando ao lado de Beckenbauer na composição da defesa. 

Foi o capitão da Seleção Inglesa campeã da Copa do Mundo de 1966, levantando assim a taça Jules Rimet no final da competição. Foi ainda considerado o maior jogador da história da Inglaterra pela UEFA.

Moore, Hurst e Peters
campeões da Copa do Mundo de 1966
O West Ham daquela partida ainda contava com mais dois ícones do futebol inglês: Geoff Hurst e Martin Peters

Os dois também eram titulares na Copa de 66. Hurst foi o artilheiro da Inglaterra naquela competição com 4 gols, 3 deles marcados na grande final. Para completar, Peters também marcou na final, que terminou com a vitória da Inglaterra sobre a Alemanha por 4x2.

Pois é, Moore, Hurst e Peters, que enfrentavam o Sport em 63, conquistariam a Copa do Mundo em 66.

Garrinchinha
O Sport, que nada tem a ver com isso, contava com o grande Raúl Bentancor, o eficiente Adelmo, o rompedor Djalma Freitas e, ainda, com Alemão, o canhão da Ilha.

O jogo terminou com um empate em 1 a 1. 

O West Ham marcou primeiro, por meio de Byrne, que também teve boa passagem pela Seleção Inglesa, após passe de Moore. 

O iluminado Garrinchinha empatou e deu números finais a partida.

Aquela seria a última participação do Sport na competição nova-iorquina, terminando na 4a colocação do seu grupo.


O West Ham sairia com o título, e também com o MVP do torneio: Bobby Moore.


Dados da partida:

SPORT 1X1 WEST HAM

SPORT: Dirceu; Baixa, Alemão, Tomires e Juths; Leduar e Bentancor, Garrinchinha, Adelmo, Abílio e Djalma Freitas.

WEST HAM: Standen; Kirkup e Burkett; Peters, Brown e Moore; Sealey, Boyce, Byrne, Hurst e Brabook.

Gols: Byrne e Garrinchinha.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Torneio de Nova York de 1963
























A boa campanha na Taça Brasil de 1962, semifinalista sendo eliminado apenas pelo Santos de Pelé, rendeu ao Sport um convite para aquele que seria o primeiro torneio internacional de sua história do Sport: o Torneio de Nova York de 1963 (1963 Internacional Soccer League).

A competição contou com 14 clubes de diversos países, separados em 2 grupos. 

No grupo do Sport, participaram o Mantova (Itália), Kilmarnock (Escócia, vice-campeão escocês e da Copa da Liga Escocesa 1962/1963), Valenciennes (França), Preußen Münster (Alemanha), Oro (México, campeão mexicano de 1962/1963) e West Ham (Inglaterra).

O outro grupo contava com Górnik Zabrze (Polônia), Dinamo Zagreb (Iuguslávia), Wiener (Áustria), Újpest (Hungria), Belenenses (Portugal), Real Valladolid (Espanha) e Helsingborgs (Suécia).

O Sport, comandado pelo técnico Palmeira, terminou na 4a colocação do seu grupo, com 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O West Ham acabou conquistando o título daquela competição.

Bentancor trocando flâmula com o capitão do Oro (México)














Time-base do Sport no Torneio de Nova York de 1963:

Dirceu; Baixa, Alemão, Tomires e Juths; Leduar e Raúl Bentancor; Garrinchinha, Adelmo, Abílio e Djalma Freitas. Técnico: Palmeira.

Outros titulares:
Valter, Fioti, Nenzinho e Fescina.


Campanha:

Oro 3x3 Sport (Chicago, 29 mai 63)
Gols do Sport: Alemão (2) e Djalma Freitas

Preußen Münster 4x2 Sport (Nova York, 05 jun 63)
GdS: Abílio e Djalma Freitas

Mantova 2x3 Sport (Nova York, 12 jun 63)
GdS: Abílio, Alemão e Djalma Freitas

Valenciennes 0x3 Sport (Nova York, 19 jun 63)
GdS: Adelmo (3)

Kilmarnock 3x1 Sport (Nova York, 23 jun 63)

GdS: Garrinchinha


*Foto do Post: Alemão, Valter, Leduar, Baixa, Tomires e Nenzinho; Garrinchinha, Djalma Freitas, Fescina, Abílio e Bentancor. Formação do jogo contra o Preußen Münster da Alemanha. 

**Todos os dados foram coletados da obra de Carlos Celso Cordeiro.

Delegação do Sport para o Torneio de Nova York de 1963.
Em pé:  José Ramos (massagista),  Valter, Laxixa, Tomires, Fioti, Bentancor, Adelmo, Baixa, Palmeira (técnico), Nenzinho, Djalma Freitas e Adonias Moura (jornalista). Sentados: Alemão, Garrinchinha, Leduar, Alberto Galvão de Moura (dirigente), Antônio Palmeira (dirigente), Abílio, Dirceu, Juths e Fescina.










sexta-feira, 8 de julho de 2011

Prioridade das Competições - Parte 2

























Começamos a discussão sobre a prioridade das competições sugerindo que o Campeonato Pernambucano venha a ser conduzido como pré-temporada pelo Sport.

Desta vez, falaremos sobre a prioridade em relação ao Campeonato Brasileiro.

Hoje, é sabido que o Sport está na 2a divisão do Brasileirão, mas isto deve ser considerado um período de exceção. Conforme sua tradição, suas campanhas e seus títulos nacionais, o Sport tem a obrigação de estar na 1a divisão. 

Ser rebaixado à Série B, ou pior, se manter nela configura uma verdadeira situação de tragédia no rubro-negro da Praça da Bandeira. Eu não tenho a menor dúvida que os anos de 2001 a 2005 compuseram a pior fase da história do clube, e, como nós sabemos e vivenciamos, seus efeitos foram devastadores. O Sport parou no tempo.

O Campeonato Brasileiro é a base de tudo. É o alicerce do clube. Quando jogamos a Série A, temos perspectivas; quando não, regredimos. 

Por meio do Brasileirão, mantemos nossa tradição nacional, aumentamos nossas receitas, valorizamos a marca Sport, promovemos nossos jogadores, expandimos nossa torcida, dentre outras várias benesses.

Sem falar que ainda nos permite jogar a Sul-Americana, e, com um pouco de sorte, a Libertadores.

Estar na 1a divisão não é questão de prioridade para o Sport, é questão de sobrevivência.

Ok. Todos os anos o Sport tem que jogar a Séria A, mas, quanto ao título, é provável conquistá-lo outra vez a curto ou médio prazo? 

Neste atual modelo, acredito que não, a não ser através de um raro caso fortuito. Para ganhar este título, normalmente é necessário estar em um patamar o qual nosso clube apenas alcançará a longo prazo, se trabalharmos duro. 

Devido a isto, o planejamento do Sport para o Brasileirão, na minha opinião, deveria ser fundamentado nas seguintes metas:

  • Continuar a tradição de fazer boas campanhas;
  • Jamais ser rebaixado;
  • Garantir sempre a vaga para a Sul-Americana;
  • Em anos mais promissores, lutar por uma vaga na Libertadores.

Este é o norte que podemos tomar hoje.

Certo, então temos que nos conformar em não ganhar títulos importantes durante este primeiro período? Claro que não.

O Sport desde já reúne plenas condições para conquistar duas grandes competições: a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana.

Mas isto é o que veremos no próximo post sobre o tema!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Copa América e o Sport

























Sabemos que a Copa América é a mais importante competição de seleções nacionais do nosso continente, tendo sua primeira edição no ano de 1916, com o nome de Campeonato Sul-Americano de Seleções

Sabemos também que, a partir de 1975, o campeonato organizado pela CONMEBOL recebeu a atual alcunha de Copa América e que este ano chegará a sua 43a edição.

Mas em que o Sport se relaciona com esta Copa?
Cacareco no Sul-Americano Extra de 1959

Em 1959, a Seleção Pernambucana foi convidada para representar a Seleção Brasileira no Campeonato Sul-Americano Extra daquele ano.

A Cacareco, sob o comando de Gentil Cardoso, foi ao Equador e vestiu a camisa da Seleção, terminando o torneio na 3a colocação. 

Naquela campanha, participaram três jogadores do Sport: Zé Maria, Traçaia e Elcy. Bria, outro atleta rubro-negro, fazia parte da delegação canarinho, mas não entrou em nenhuma partida. 

Aquela seria a única oportunidade em que jogadores do Sport participariam diretamente da "Copa América".

Porém, alguns craques revelados pelo Sport jogaram a Copa América após vestirem a camisa rubro-negra.

Foram eles: Djalma Bezerra (1945), Ademir Menezes (1945, 1946, 1949 e 1953), Simão (1949), Almir Pernambuquinho (1959) e Juninho Pernambucano (2001).

Desses, apenas Ademir Menezes e Simão levaram o título para casa, ambos em 49.

Grandes ídolos da história do Sport já chegaram ao clube com a experiência de terem participado da competição continental. 

Ely do Amparo que jogou em 1949 (campeão) e 1953, e Raúl Bentancor que jogou em 1953, pela Seleção Uruguaia, são exemplos.

Por fim, vários outros jogadores vestiram a camisa do Sport após participação na Copa América, como Osvaldo Baliza, Walter Morel (Seleção Uruguaia), Danival, Leão, China, Éder, Valdo, João Paulo, Wilson Gottardo, Zetti, Almir, Evanílson, Juan Arce (Seleção da Bolívia) e etc.

Zé Maria, Traçaia, Elcy, Djalma Bezerra, Ademir Menezes,
Simão, Almir Pernambuquinho, Juninho Pernambucana, Ely do Amparo e Raúl Bentancor